Elsie Houston – A Feminilidade do Canto (CD novo)
Atração Fonográfica – ATR 31115 BR(P)2003, Disco/livro, 23x15,5cm. CD novo
Música do Brasil, Folklore,Cantos Afro-religiosos.
O CD "Elsie Houston: A Feminilidade do Canto" teve circulação restrita: ele foi comercializado e divulgado no mercado com um rico libreto biográfico de 34 páginas. O disco integrou o projeto de pesquisa da exposição "Negras Memórias, Memórias de Negro", foi produzido pela gravadora Atração e contou com patrocínio do Grupo Takano. Foi vendido ao público pelo Museu Afro Brasil (São Paulo).
TRACKS
1 Macumbagelê
2 Morena Cor De Canela
3 Saudades Da Bahia
4 Vou Prá Bahia
5 Coração Das Muié
6 O Barão Da Bahia
7 Cadê Minha Pomba Rola
8 Puxa O Melão, Sabiá
Pout Pourri
9.1 Coco Dendê
9.2 Ai, Sabiá Da Mata
10 Êh! Jurupanã
11 Aribu
Pout Pourri
12.1 Berceuse Africano-Brésilienne
12.2 Oia O Sapo
13 Estou Com Peso
14 Guriatan De Coqueiro (Juriatan)
Descobrindo Elsie:
Elsie Houston (Rio de Janeiro,1902 – Nova Yorque, 1943) foi uma cantora e compositora brasileira, conhecida por sua poderosa voz de soprano lírico spinto, Pouco conhecida no seu país.
Elsie Houston era filha de um dentista, americano negro, que se estabeleceu no Rio de Janeiro em 1892, e de Arinda Galdo, uma carioca descendente de portugueses da Ilha da Madeira.
Tendo iniciado na adolescência e na Europa seus estudos de canto lírico, em 1922, Elsie conheceu o maestro e compositor Luciano Gallet, de quem tomou o gosto por harmonizar canções folclóricas em estilo erudito. Nos anos seguintes, fez amizade com expoentes do Movimento Modernista, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Pagú, Manuel Bandeira e Murilo Mendes. Em 1927, já era reconhecida internacionalmente como um grande nome do canto lírico, apresentando-se em Paris ao lado de Arthur Rubinstein e Villa-Lobos na Maison Gaveaux, e no ano seguinte em Praga, no I Congresso Internacional das Artes Populares.
Foi também durante sua passagem por Paris em 1927 que Elsie conheceu e casou-se com o poeta surrealista e militante trotskista Benjamin Péret. Entre 1929 e 1931, o casal residiu no Brasil, e Péret e Mário de Andrade incentivaram Elise a pesquisar o folclore e as religiões afro-brasileiras, o que fizeram durante viagens pelo Norte e o Nordeste do Brasil em 1929. A colaboração foi prolífica. Em 1930, enquanto Péret contribuía com a "Revista de Antropofagia" e publicava os estudos "O Almirante Negro" e Candomblé e Macumba, Elsie lançava (em Paris), o livro Chants populaires du Brésil, e no ano seguinte, o ensaio La musique, la danse et les cérémonies populaires du Brésil. Neste período, ela ainda gravou várias canções folclóricas com arranjos próprios.
Em 1931, o casal, hostilizado pelo regime anti-comunista de Getúlio Vargas, é obrigado a deixar o Brasil rumo à França.
Em 1937, por diversos motivos, Elsie decide mudar-se para Nova Yorque onde produziu e aparesentou um programa semanal de rádio sobre a múisica folklorica brasileira, além de se apresentar em casas noturnas. Em Nova York veio a falecer em 1943 aos 41 anos,