Keith Jarrett - The Koln Concert (2LPs usado C/memorabilia)
ECM Records – 58.034 BR(P)1980, RE, LP usado, EX/EX
Jazz, Free Jazz, Improvisação.
Acompanha como brinde: 2 entradas e o programa da apresentação de Keith Jarret no teatro municipal do Rio de janeiro em 09/04/2011.
"The Köln Concert" é um dos álbuns mais vendidos da história do jazz.
Gravado em 1975 na Ópera de Colônia e lançado no mesmo ano, este disco carrega, além de sua música reveladora, uma certa bagagem cultural: todo universitário chapado e "viajadão" tinha esse disco como um dos clássicos absolutos do jazz, ao lado de "Bitches Brew", "Kind of Blue", "Take Five", "A Love Supreme" e algo de Grover Washington Jr. O que Keith Jarrett (1945 - ) havia iniciado um ano antes no álbum 'Solo Concerts', e que aqui floresceu de forma tão magnífica, foi nada menos que um milagre. Em meio ao tédio que cercava a fusão jazz-rock, à ausência total de qualquer movimento neo-tradicionalista e às contorções de raiva desesperada da vanguarda, Jarrett trouxe calma e lirismo a uma improvisação revolucionária. Nada neste programa foi planejado antes de ele se sentar para tocar. Todos os gestos, as harmonias complexas, as linhas melódicas ágeis e cintilantes, bem como os gritos e suspiros do músico, são espontâneos. Embora tenha sido um concerto contínuo, a obra é dividida em quatro seções, principalmente por necessidade de formatação para um LP duplo. Mas, a partir do momento em que Jarrett faz soar seus acordes iniciais e começa a meditar sobre a invenção harmônica, a construção de figuras melódicas, as combinações de "glissando" e o fraseado ocasional em "ostinato", a música mudou. Para alguns ouvintes, ela mudou para sempre naquele instante. Para outros, foi uma onda passageira de empolgação, mas ainda assim uma mudança , algo de que o público consumidor de discos tanto precisava e ansiava na época. A meditação íntima de Jarrett sobre os mecanismos internos não apenas de seu próprio estilo ao piano, mas também do instrumento em si, da natureza do som e de como este se relaciona com o silêncio, envolvia os ouvintes em sua busca por beleza, verdade e significado. O concerto transborda uma libertação do cinismo ou de qualquer necessidade de provar algo a quem quer que fosse. Com este álbum, Keith Jarrett estabeleceu um patamar próprio, e é possível sentir a inspiração emanando dele em ondas. Talvez este fosse o álbum que todo descolado queria ter em sua coleção "porque as garotas curtiam". No entanto, isso diz muito sobre um músico e uma música que abriram o mundo do jazz para tantos não iniciados e ofereceram a possibilidade, ainda que breve, de um otimismo cultural e estético, independentemente de quão curto tenha sido, de fato, esse intervalo. Trata-se de uma obra-prima verdadeira e duradoura de composição melódica espontânea e improvisação, que estabeleceu um padrão de referência. [Thom Jurek /All Music]
TRACKS
Disco 1-
Lado A
A Köln, January 24, 75 -Part I- 26:15
Lado B
B Köln, January 24, 75 -Part II a- 15:00
Disco 2-
Lado C
C Köln, January 24, 75 -Part II b- 19:19
Lado D
D Köln, January 24, 75 -Part II c- 6:56
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